domingo, 26 de setembro de 2010

Cozinha regional

A cozinha do Norte é marcadamente de origem indígena. Essa cozinha utiliza-se de peixe como o tambaqui, o pirarucu, o tucunaré e muitos outros peixes oferecidos pela riqueza dos rios da região. Uma outra grande característica da cozinha amazônica é o aroma de suas ervas e a força de seus temperos. A Caldeirada preparada em Manaus, prato típico da região, emprega peixes de água doce, vários temperos e farinha de mandioca. Mais há ainda os peixes preparados com leite de coco, os guisados de carne de tartaruga, as moquecas e as casquinhas de muçuã (tipo de tartaruga). A maniçoba, o tacacá e o pato ao tucupi são também pratos típicos dessa cozinha, em especial a Paraense.
Mas o paladar apurado do norte também está presente nos doces e compotas feitos com frutos da região, como o bacuri, açaí, abricó, cupuaçu, mangaba e murici.
O nordeste brasileiro possui uma das culinárias mais ricas em sabores, aromas e cores.
Sua comida marcada pela influencia dos europeus (em especial, dos portugueses) principalmente na elaboração de cozidos, “caldeiradas” e doces, como papo-de-anjo, sequilho, baba-de-moça; dos africanos, no preparo de comidas com azeite de dendê e leite de coco; e dos indígenas que ensinaram o uso do milho, da macaxeira (mandioca) e do jerimum (abóbora), em diversas preparações.
A cozinha da Bahia tem uma influência enorme da época da escravidão, moquecas, vatapá, acarajé e caruru são as mais conhecidas comidas do nordeste.
A posição geográfica também favorece alguns hábitos alimentares; todos os estados são banhados pelo mar o que estimula o consumo de peixes, camarões, lagostas, trutas e mariscos na região litorânea. Cidades próximas a mangues, rios e lagos desfrutam da fartura de caranguejos, pitus (camarões de água doce) e sururus (molusco que vive em lagoas). No Ceará, usa-se o peixe camurupim ou a cavala. Em Pernambuco e na Bahia, é o guaraçaim. Mas o namorado, o robalo, a garoupa, a pescada, a tainha e até o dourado combinam muito bem com o leite de coco.
Já no interior nordestino, tradicionalmente, há o costume de se consumir carne de bode e de carneiro. Mais dentre elas todas o prato que é mais lembrado sem duvida nenhuma é a carne seca ou carne de sol, é preparada com carne de boi, abrindo em mantas e passando sal. Depois é levada ao sol todos os dias, tendo o cuidado de recolher as mantas a tarde. Com isso a carne fica seca e salgada, conservando-se por muito tempo. Antes de ser usada, precisa ficar de molho na água fria, de véspera, para amolecer e perder o sal.
Apesar das carnes de sol e seca sofrerem o mesmo processo de secagem (ao sol e ao vento ou em estufas), elas se diferenciam de acordo com o teor de sal que apresentam. A primeira (também conhecida como “carne-de-vento” ou “carne-de-sertão”) apresenta menor quantidade de sal que a segunda (que também pode ser chamada de “charque” ou “jabá”).
Com o tempo falaremos sobre a região Sudeste, Sul e Centro-oeste.


Carne seca no espeto
Bobó de camarão
Moqueca de camarão
Moqueca de peixe
Vatapá
Acarajé
Caruru
Torta capixaba
Peixada guarujá
Virado à paulista
Arroz de carreteiro
Carne de vaca estufada
Vaca atolada
Cozido de porco com lentilha
Eisbein Érica
Almôndegas de fígado
Repolho roxo com toucinho
Feijoada
Feijão tropeiro
Espetinho de frango com salsicha
Frango na cerveja
Polenta da mamma
Pasta com feijão à sorrento
Polenta ao forno com tomate
Polenta com lingüiça
Nhoque de polenta
Porco à pururuca
Canjiquinha
Ambrósia
Carne-de-sol ao forno
Calça virada

Nenhum comentário:

Postar um comentário